Anticoncepcional oral, qual a realidade?

Não quero criticar, apenas citar alguns fatos a respeito do contraceptivo oral! Muitas mulheres atualmente iniciam o uso com a justificativa de prevenção de uma possível gravidez, melhora da qualidade da pele e tratamento de síndrome do ovário policístico.

Desde quando estava na faculdade de medicina, essas indicações já eram rotina e cada dia mais parece ser comum usar esse conjugado de hormônios como algo totalmente sem riscos. Seguimos em frente: se compararmos a potência dos estrogênios e progetágenos presentes nesses comprimidos podemos perceber claramente o quanto as doses são muito superiores ao que um ovário normal tem capacidade de produção.

Se neste momento pararmos pra pensar, já podemos levantar a hipótese que algo assim não tem como dar certo, ok? Então mantenha essa linha de raciocínio, atualmente sabemos que esses medicamentos aumentam muito o risco de formação de trombos, consequentemente você passa a ter chance maior de desenvolvimento de trombose de membros inferiores e tromboembolismo pulmonar (doença grave que necessita de internação em terapia intensiva).

Ainda baseado nessa mesma causa, eleva-se a chance de oclusão arterial com problemas como acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio e necrose de território microvascular em periferia principalmente (por exemplo mãos e pés pós fechamento da vascularização). Isso tudo aumenta mais se a pessoa tiver fatores sinérgicos associados como: idade, tabagismo, obesidade, história familiar , fibrilação atrial, imobilização prolongada e assim por diante. Ainda não terminamos, então vamos um pouco mais, sabe-se ainda que terá um aumento da possibilidade de tumores benignos e malignos no fígado com maior chance de sangramento desses dentro da cavidade abdominal.

O câncer de colo uterino, principalmente pelo HPV, assim como o de mama passa a ser mais agressivo nas mulheres que fazem uso do contraceptivo. Além disso, metabolicamente, leva a piora de todo padrão hormonal e alteração de todo perfil do colesterol, glicemia e triglicérides. Enfim, muitas alterações ainda poderiam ser citadas, no entanto acredito que essas já são suficientes para nosso objetivo, para pelo menos você pensar se realmente vale a pena!

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