Como você deve estudar para passar nos concursos mais disputados

Todo mundo pensa em aprender, mas não usa uma técnica específica para isso. Simplesmente começam a fazer várias coisas ao mesmo tempo sem qualquer padronização e esperam obter um resultado de sucesso no final. Qual a chance disso dar certo? Praticamente zero!

Ao longo da minha vida passei por alguns dos concursos mais disputados do país, sendo o primeiro deles o vestibular para medicina. Por isso, já quero começar aqui citando o exemplo fictício de alguém, que busca passar em algum concurso muito disputado. Imagina só se essa pessoa simplesmente começa a estudar 12 horas por dia, ela pode até pensar que passará. No entanto, se o estudo não envolve técnica, pode ter certeza que ela estará apenas jogando 12 horas do dia dela no lixo. Vou explicar o porquê e como acontece esse processo.

Comecei cedo nesse mundo de aprendizado, inicialmente criava meus caminhos baseado em observação e tentativa / erro / acerto, até mesmo porque a informação era muito mais limitada do que hoje. Com o tempo e a minha formação médica, fui entendendo o que acontecia por trás das técnicas ou mesmo da programação que eu colocava pra conseguir estudar da maneira mais eficiente e aprender com consistência.

O passo inicial desse processo é o que chamo de diferença entre intensidade e consistência, afinal apenas os consistentes seguem firmes e conseguem obter sucesso.

Se quiser entender mais a fundo sobre intensidade x consistência fica aqui a sugestão:

As pessoas que conseguem ter foco e dar a intensidade ideal ao estudo, entendem que estudar 12/14/16 horas por dia é um erro enorme, afinal esses candidatos estudam de maneira extremamente ineficiente. Então você deve estar se perguntando o que seria estudar de forma eficiente? Vamos lá então:

Uma das minhas especialidades médicas está dentro da cirurgia e algo impossível de acontecer é alguém aprender operar sem pegar o bisturi e fazer o procedimento. Isso mesmo: FAZER! Não existe um caminho mais eficiente do que esse, se quer mesmo aprender, você vai precisar colocar dentro do seu objetivo como vai praticar, como vai FAZER. Das muitas vezes que estudei para concursos, realizava esse item do fazer, através da escrita: caneta, papel e escrevia tanto soluções de provas / exercícios como resumos do que eu estava estudando no momento.

Com o tempo colocava as minhas atividades dentro dessa pirâmide que criei há alguns anos para me ajudar na organização do meu estudo:

Doutor William Glasser foi um dos pioneiros da pirâmide do aprendizado e usei a dele como base. No entanto, fiz algumas adaptações para simplificar o raciocínio e se adequar mais a minha realidade também de estudos para concursos.

A partir do funcionamento da nossa memória, o processo de aprendizado pode passar por 3 fases: o momento em que escutamos uma informação e estamos totalmente passivos ao processo, quando observamos uma apresentação do tema (ainda passivos) e quando colocamos em prática, quando fazemos e nos tornamos ativos. Ou seja, entramos no famoso processo do: “se escuto, eu esqueço; se vejo, eu entendo; se faço, eu aprendo.” No final aprendemos quase nada escutando, muito pouco quando vemos e muito se aprende quando se faz.

Algo que ficou muito claro pra mim, é exatamente como eu funcionava muito melhor quando estudava em casa sozinho. Na realidade as aulas são um mix de ver e ouvir, processo totalmente passivo, que serve apenas para entender o tema, porque o aprendizado acontecerá apenas quando você estudar em casa. E desde já volto e afirmo mais uma vez: estudar em casa significa fazer, isto é, escrever, resolver exercícios, montar resumos. Afinal pra aprender, você precisará entrar no ciclo ativo, entrar no ciclo de atividades.

Nesse vídeo falo um pouco mais sobre o tema:

Se for pra levar uma idéia desse tema, quero que pegue a do aprendizado a partir da prática. Não tente aprender apenas com leitura ou mesmo aulas, comece a dar mais valor aos momentos de treinamento. Porque no final, o estudo que leva ao aprendizado é o momento seu com você mesmo.

Boa sorte e deixa seu comentário aqui falando como tem sido sua desenvoltura depois dessas dicas.

Guilherme Ferreira Takassi

Médico formado pela Universidade Federal de São Paulo e fundador do Instituto Takassi Falcão. Desenvolve um trabalho focado em alta performance baseado em dois pilares: corpo físico e mente.

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