Os malefícios do leite

Para entendermos esse tema tão complexo, quero dividir em algumas partes. Vamos começar pela lactose, ou seja, pelo básico.

No entanto, não menos importante, a lactose é o “açúcar” presente no leite, que deixamos de ter capacidade real de digestão ainda quando crianças. Dessa forma, quando consumimos leite na idade adulta temos uma dificuldade enorme na digestão ou até mesmo não conseguimos digerir. Sintomas como gases, distensão abdominal, dor na barriga, diarréia e constipação estão muito ligados ao consumo do leite devido esse açúcar. Todo esse processo ocorre no intestino e piora consequentemente a saúde intestinal.

Além disso, sabemos muito bem que a relação entre sistema imune e intestino é bem próxima, por isso a chance de desenvolvimento de doenças secundárias a um sistema imune frágil aumenta muito nessas pessoas, por exemplo: acne, enxaqueca, alergia, asma, bronquite, infertilidade.

Esses fatores estão associados principalmente a lactose presente no leite de vaca, no entanto vamos falar ainda de muitos outros fatores e por isso quero deixar uma pergunta para você começar a pensar: seria normal uma caixa de leite ficar 6 meses exposta no supermercado sem estragar, enquanto o leite cru, natural, produzido por uma vaca criada livre em pastos estraga em 1 dia?

Vamos em frente então e agora quero responder a questão anterior. Ou seja, um dos grandes problemas do leite é associado ao método de tratamento para comercialização. Ao colocar em uma caixa ou algo semelhante que permite permanecer meses “sem estragar” ocorre uma sequencia de grandes problemas.

Quando é realizada a pasteurização, o leite é aquecido em altas temperaturas durante longos períodos. Esse fato produz diversas alterações na estrutura das moléculas que se transformam em estruturas totalmente diferentes do que nosso corpo considera saudável.
Tanto que o leite pasteurizado em conjunto com os demais conservantes adicionados se transforma em um dos alimentos mais inflamatórios que consumimos. Essa inflamação causada no corpo está associada a diversos problemas de saúde como por exemplo: artrite reumatóide, osteoporose, diabetes, autismo, infertilidade, infecções respiratórias de repetição, etc.

Agora um questionamento muito comum é em relação ao cálcio. Quem deixar de tomar leite não será prejudicado nesse sentido? Pra entendermos, vamos comentar alguns pontos antes. Nosso corpo vive em equilíbrio de saúde e para isso ele precisa de pH alcalino, isso na realidade é compatível com saúde no organismo humano. Tanto que quando temos variação de pH, o corpo tem um sistema conhecido como tampão para equilibrar novamente no sentido de alcalino. Quando tomamos leite, temos algo ácido no nosso organismo e agora ele usará o sistema tampão para neutralizar o processo.
A via utilizada para tamponar será o carbonato de cálcio, presente por exemplo no osso. Ou seja, para a compensação da acidez de leite ocorre lesão do osso. No final, algo que seria para ajudar a colocar cálcio nos ossos terminou prejudicando. Por isso, você já deve imaginar o porquê de tantas mulheres tomando leite há anos e ainda assim tem osteoporose e fraturas. Além disso, a biodisponibilidade do cálcio do leite de vaca é muito ruim para o humano, isto é, você absorve pouco do cálcio do leite. 

Outro problema é que esse pouco de cálcio que o humano absorve não vai para o osso. A tendência natural do cálcio é parar em locais inflamados. Um dos problemas do leite pasteurizado é a inflamação, neste caso inclusive nos vasos sanguíneos. Mais um detalhe, o leite + cálcio absorvido via tubo gastrointestinal cai na corrente sanguínea, em um vaso inflamado conforme falamos. O vaso sanguíneo inflamado associado a cálcio é a base para formação de placas. Isso mesmo, as famosas placas que entopem a circulação de coração e cérebro. Por isso, o consumo aumenta chance de doenças como infarto e avc (acidente vascular cerebral). Enfim, a osteoporose e o infarto na realidade são doenças que apesar de diferentes, possuem uma mesma origem, uma mesma base.

Se quiser saber mais sobre o tema, confira o vídeo:

Guilherme Ferreira Takassi

Médico formado pela Universidade Federal de São Paulo e fundador do Instituto Takassi Falcão. Desenvolve um trabalho focado em alta performance baseado em dois pilares: corpo físico e mente.

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